Dorme na rede
Chora de pé no chão
Brinca na calçada
Espera, frente a televisão
Cresceu assim
E assim, fez-se cidadão
As noites foram frias
E o que tem isso então?
Tem sonhos
De ser burguês um dia
A vida passa
Ai, que agonia
O padeiro passa
Ai, que fome!
Queres viver?
Queres crescer?
Estuda, estuda!
Ou então vai ver
Moles existem e persistem
Tudo parece banal e
Inconcebivelmente simplório.
Aury Pereira. - 07/02/2004

2 comments:
Puxa! Não sabia que você versava desse jeito! Gostei das imagens que a sua poesia desperta. Parabéns, você permite que alguns desses versos sejam musicados? Grande abraço!
Olha ai, bonitin, bonitin.
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