Friday, October 29, 2010

Tempo de estudar



Tempo de Estudar

Eu e meus irmãos, inicialmente, estudamos todos na mesma escola, esta ficava localizada no bairro do Panamericano, a Escola de Ensino Fundamental e Médio Dr. José Bonifácio de Sousa, recentemente transformada em escola municipal. Apenas eu havia sido transferida depois para outra, a Escola de Ensino Fundamental e Médio Antonieta Siqueira, localizada no bairro do Jóckei clube, ambas próximas a nossa casa no Pici.
Mudei para o “Antonieta” no ano de 1996, início da sexta série. Devido ao contigente de alunos naquele ano no “José Bonifácio”, ocorreu de recebermos uma visita domiciliar com a proposta de me mudarem de escola e, assim foi feito.
Lembro bem do meu primeiro dia de aula na primeira escola da minha vida. Fui a primeira a chegar, estava toda anciosa por ir. Quando chegamos lá, minha mãe e eu ficamos um tempão esperando funcionários e alunos porque o espaço estava completamente vazio. Os únicos que encontramos foram o vigilante e a merendeira Lurdinha. Fiquei contando os minutos de entrar pra sala de aula.
Ainda hoje me lembro da tia Iragênia, minha primeira professora. Antes já havia estudado em creche-escola comunitária, mas quase não considerava porque não conseguia lembrar direito.
Lembro que acordava cedinho com uma preguiça daquelas... Lembro que minha mãe me levava e buscava. Lembro que estudávamos juntas, eu e minha prima. Lembro do lanchinho que minha mãe organizava pra eu levar. Lembro que a população chamava a escolinha de creche da Maria Augusta, esse era o nome da líder comunitária responsável. Mas, nada antes havia sido tão marcante do que aquela enorme escola e, nem tão pouco quanto à tia Iragênia. Ela era gentil, paciente e atenciosa, estava sempre pronta pra auxiliarmos com as nossas dificuldades. Era um anjo.
Fiquei no Antonieta Siqueira até a conclusão do ensino médio. Trago de lá as lembranças das amigas, Ana Cléia, as Patrícias, eram duas na turma, a Valéria, a Bebel (...) os amigos Leandro, Thiago (...), o primeiro amor, os inesquecíveis professores, Assis, Malka, Valdir (...), a idas e vindas pra pesquisar na biblioteca do campus do Picí, ou trabalhos de equipes aonde íamos para as casas das colegas, ou as nossas estratégias de estudos coletivos, quando não estávamos entendendo muito bem determinado conteúdo, e muitas vezes a colega sabia explicar melhor que o(a) professor(a). A festa da oitava série, com direito a valsa, vestido de princesa e pagar o mico de ir andando até a escola, esta ficava a cinco minutos lá de casa.
Auri Pereira
Fortaleza 28 de janeiro de 2010

Sunday, October 10, 2010

ROMPIMENTOS...


Arte... essa palavrinha carregada de TUDO, porque na lata do artista, tudo nada cabe!
Arte que diz e faz diferentes jeitos!
Trago, na primeira pessoa, o desafio da descoberta do novo que tenho em mim e que vejo nos/as outros/as, porque os espaços são “as gentes” que nele estão. Não ficarei estagnada com meu discurso, pois nesse, já não acredito mais... Sou/somos cria desse mesmo jeito de fazer tradicional. Romper com isso, é romper comigo/consigo mesmo/a...Cria dos discursos, conceitos e separatismo de guetos.
Quero romper!!!
Em doses homeopáticas, como diria um amigo, me desligo de tudo isso, que eu nem sei bem o que é...Começo a achar que isso aqui não me faz bem não....Preciso de motivação!...Buscar re-encantamento na minha essência... Sei q não depende de outros/as...que depende muito mais de mim, de dentro de mim...
Estou disposta a refazer esse caminho...

Auri
Fortaleza, 10 de outubro de 2010